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Institucional Área de Estudo Pesquisas
 

Quem Somos

O Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais – PDBFF é um projeto de cooperação bilateral entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) do Ministério da Ciência e Tecnologia e o Smithsonian Institution (SI) dos Estados Unidos, e deve sua criação a um acalorado debate científico de meados da década de 70, sobre a aplicabilidade da teoria da biogeografia de ilhas para o planejamento de unidades de conservação. Este debate, conhecido internacionalmente pela sigla “SLOSS” (Single large or several small reserves of equal area) procurava avaliar a importância da manutenção de uma reserva florestal grande ou de várias pequenas de igual tamanho. Naquele tempo, entretanto, os argumentos sobre “SLOSS” eram mais sobre teoria ecológica do que sobre dados reais, já que havia poucos dados disponíveis, o que incentivou muitos ecólogos a estudar ecossistemas fragmentados ou insulados a partir da década de 70.

Concomitantemente a discussão mundial sobre SLOSS, a criação do Distrito Agropecuário da SUFRAMA, em Manaus, permitiu que experimentos em grande escala fossem implantados pelo INPA nos 600 mil hectares destinados basicamente ao uso agrícola e pastoril. Aproveitando essa oportunidade Thomas Lovejoy, através da WWF (Fundo Mundial para a Natureza), associado ao INPA e a SUFRAMA, planejaram a criação de 23 fragmentos florestais dentro de três grandes fazendas de gado a serem criadas pela SUFRAMA. Assim, em 1979, nasceu o projeto “Tamanho Mínimo Crítico de Ecossistemas” coordenado por Richard Bierregaard, com uma equipe de três mateiros. Na década de noventa, o projeto foi incorporado a Coordenação de Pesquisas em Ecologia do INPA através de convênio entre o MCT-INPA e o Smithsonian Institution.

Missão

O projeto tem uma dupla missão: determinar as conseqüências ecológicas do desmatamento e da fragmentação florestas sobre a fauna e flora na Amazônia e transferir a informação gerada a diferentes setores da sociedade para favorecer a conservação e o uso racional dos recursos florestais. Para cumprir sua missão, o projeto criou um programa de pesquisa para inventariar e monitorar a biodiversidade e suas respostas aos impactos provocados pela fragmentação que podem servir de modelo, testado, avaliado e ser exportado para outras Unidades de Conservação dentro e fora do país.

Apresentação

Nos últimos 29 anos, os pesquisadores e estudantes do PDBFF avaliaram os impactos da fragmentação da floresta Amazônica sobre uma grande diversidade de espécies - árvores, pássaros, primatas, pequenos mamíferos, sapos, insetos e muitas outras plantas e taxa animal - bem como sobre vários processos ecológicos e ecossistêmicos. Um aspecto chave dos estudos no PDBFF é que antes do isolamento experimental dos fragmentos florestais uma grande quantidade de dados sobre várias espécies foi coletada, permitindo uma avaliação rigorosa dos efeitos da fragmentação.

O PDBFF tem revelado muitas informações a respeito do efeito da fragmentação dos habitats sobre as forma de vida da floresta. Conforme esperado, muitas espécies – grandes mamíferos, primatas, aves do sub-bosque e certos besouros, formigas, abelhas cupins e borboletas – são altamente sensíveis à fragmentação e algumas delas desapareceram até mesmo dos maiores fragmentos da área de estudo. Surpreendentemente, alguns poucos grupos, tais como pequenos mamíferos e sapos, permaneceram estável ou aumentaram em riqueza de espécies após o isolamento do fragmento. Esses grupos parecem ter pouca necessidade de espaço e parecem insensíveis aos efeitos de borda, ou estão prontos para usar o mosaico de habitats modificados que cercam os fragmentos (esse mosaico é chamado de “matriz”).

Os estudos também revelaram a impressionante variedade de efeitos de borda causada pela fragmentação da floresta. Estas mudanças afetam dramaticamente a comunidade de plantas e vários processos ecológicos e ecossistêmicos. Os efeitos de borda também influenciam vários animais. Espécies que preferem florestas perturbadas ou clareiras geralmente aumentam em abundância próxima às bordas, enquanto outras, incluindo muitas aves, morcegos, besouros, formigas, abelhas, vespas e borboletas, têm declinado próximo às bordas. As espécies que estão evitando as bordas podem ser particularmente mais vulneráveis à fragmentação florestal.

A matriz de habitats modificados que cerca os fragmentos também exerce uma importante influência sobre a biota nos fragmentos. Os fragmentos cercados por florestas secundárias são menos vulneráveis às mudanças micro-climáticas relacionadas aos efeitos de borda e consequentemente, a mortalidade de árvores é menor nesses fragmentos do que naqueles cercados por pastagens. A matriz também influencia fortemente a conectividade dos fragmentos. Entre as espécies de sapos, pássaros, pequenos mamíferos e morcegos, as que evitam a matriz estão mais sujeitas a declinar ou desaparecer dos fragmentos do que aquelas que a usam.

Os fragmentos cercados por vegetação secundária deveriam ser, portanto, capazes de sustentar espécies mais sensíveis da floresta do que aqueles cercados por um habitat hostil como as pastagens. Outro importante resultado é que mesmo pequenas clareiras são barreiras para muitos organismos da floresta. Muitos pássaros insetívoros terrestres desapareceram dos fragmentos e não têm conseguido recolonizá-los mesmo decorridos 20 anos do isolamento e da regeneração do entorno. Até mesmo uma estrada não-asfaltada de 30- 40 m de largura altera dramaticamente a estrutura da comunidade de pássaros do sub-bosque e inibe os movimentos de muitas espécies. Clareiras de apenas 15- 100 m são barreiras insuperáveis para certos besouros, abelhas euglossinae e mamíferos arborícolas. Numa paisagem dominada por atividades antrópicas, os habitats fragmentados são geralmente isolados por distâncias consideravelmente maiores do que daquelas de grandes faixas de florestas, sugerindo que os movimentos entre os fragmentos serão drasticamente cerceados para muitas espécies da floresta.







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